segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

MODERNIDADE, MEIOS X METODOS

 



Resumo

Este artigo trata  se da discussão aberta existente sobre Modernidade Métodos Vs meios de Ensino

Modernidade é o estado o ou qualidade do que é moderno, Moderno adjectivos dos tempos mais recentes, que existia a pouco dos nossos dias, diz se o individuo que segue o uso e os costumes da época actual (Dicionário da língua portuguesa 6ªedição p.1117)

 Métodos o sentido etimológico da  palavra método –caminho de chegar a um fim methodus : meta +fim   hodus caminho. A escola sempre foi socialmente conhecida como espaço de partilha, conhecimento, saberes e construção não somente da personalidade mas também da consciência, e sua criação desde então sempre esteve vinculada a factores formativo do homem, mas esses aspectos atrelam-se a uma ser de outros como, avaliação, dosificasão, conteúdo programático, meios e métodos.

Todos esses elementos foram a base de todas as escolas, quer as convencionais modernas, quer as tradicionais nativas, elementos éticos figuram como padrão não por mero decor enfeitando a base, sim por valores éticos, por não se poder formar pessoas sem princípios, então não se criou os valores e as escolas para meramente enfeitar os caminhos da formação do homem.

Esses princípios foram criados para que o homem formado pudesse ser o mais próximo daquilo que são as exigências da sociedade, mas como eram formadas essas sociedades? Elas eram formadas para dar ao homem o mesmo que ela busca dele, que é o poder de resolução.

 

 

Palavras  Chaves: Modernidade, Metodos , Tecnologia .

 

 


 

Metodologia                                                      

 

Metodologia é o estudo dos métodos  das varias teorias que definem  etapas a seguir num  determinado processo. Tem como objectivo captar e analisar as características dos  vários  métodos que formam  um conjunto  de métodos  indispensáveis. Nesse conjunto, a metodologia  irá avaliar as capacidades , postos ou as implicações na sua utilização. Além de ser uma  disciplina que estuda  os métodos , a metodologia é também   considerada  uma forma  de conduzir a pesquisa ou um conjunto  de regras  para o ensino  da  ciência e artes. Sousa de Miguel( p.120)

Métodos

Métodos o sentido etimológico da  palavra método –caminho de chegar a um fim methodus : meta +fim   hodus --caminho.

Métodos  de Ensino.

 Selecionamos alguns métodos de ensino de alguns  autores  que contribuíram com a Educação

Métodos  de ensino Maria Montessori,  Esse método foi  criado pela    pedagoga  italiano  Maria Montessori  valoriza  a  educação pelos  sentidos   e pelo  movimento  para estimular a concentração e as percepções sensório- motoras.

As escolas montessorianas incentivam o aluno a desenvolver o senso de responsabilidade pelo próprio aprendizado e adquir autoconfiança.


 

Introdução

A escola sempre foi socialmente conhecida como espaço de partilha, conhecimento, saberes e construção não somente da personalidade mas também da consciência, e sua criação desde então sempre esteve vinculada a factores formativo do homem, mas esses aspectos atrelam-se a uma ser de outros como, avaliação, dosificasão, conteúdo programático, meios e métodos.

Todos esses elementos foram a base de todas as escolas, quer as convencionais modernas, quer as tradicionais nativas, elementos éticos figuram como padrão não por mero decor enfeitando a base, sim por valores éticos, por não se poder formar pessoas sem princípios, então não se criou os valores e as escolas para meramente enfeitar os caminhos da formação do homem.

Esses princípios foram criados para que o homem formado pudesse ser o mais próximo daquilo que são as exigências da sociedade, mas como eram formadas essas sociedades? Elas eram formadas para dar ao homem o mesmo que ela busca dele, que é o poder de resolução.

 


 

1.1 Evolução Histórica do processo de Ensino e Aprendizagem

      Metodo de Ensino de  Vygotsky ,seu metodo de ensino propõe o desenvolvimento cognitivo do aluno por meio da interação  social

A escola tem o papel de fazer a criança avançar em sua compreensão do mundo a partir do seu desenvolvimento já consolidado e tendo como meta, etapas posteriores ainda não alcançadas.

Presenciamos, hoje, grandes transformações sociais e tecnológicos. Enquanto, na educação, o aluno é visto como participante na construção do seu conhecimento, a era digital modifica comportamentos e lança desafios a pais e educadores. A fim de atingir a excelência na qualidade de ensino, a escola particular tem buscado acompanhar essas modificações e se adaptar a elas. Recuperado de: (http://blog.aquarelaparques.com.br/conheca-6-elementos-indispensaveis-em-uma-escola-particular/) acessado aos 30 de Janeiro 2021.

A escola precisa buscar o desenvolvimento integral da criança tanto do ponto de vista cognitivo quanto em aspectos físico-motores, emocionais e sociais. Mas que elementos a escola particular precisa ter a fim de contribuir para o bom desenvolvimento pleno dos alunos?

Se olharmos para o caso de uma criança qualquer aleatoriamente, ao chegar à escola, ele tem de enfrentar diversos desafios: os vigilantes ou guardas não são nada amigáveis. Sua sala de aula é suja, com mobiliário quebrado e desconfortável. Além disso, não há climatização adequada, o que torna difícil concentrar-se nas aulas.

Como isso pode ser combatido? Melhorando a qualidade de serviço, e olhando para o que estamos discutindo aqui hoje, a questão da modernidade, método versos meios, A escola particular precisa oferecer um ambiente escolar seguro e limpo. Além disso, é preciso empregar métodos educacionais eficientes, utilizando material didático adequado para a melhor.

Se fizermos isso poderemos chegar a outros elementos, como a evolução do aluno, a motivação e a aplicação voltada a sua zona de interesse em relação ao conteúdo ministrado.

1.2 Os meios a serviço da Aprendizagem

 

Algumas actividades são melhor compreendidas através de experiências práticas  e muitas dessas experiências exigem materiais e espaços adequados. Portanto, é importante que a direcção escolar invista em espaços apropriados e materiais que enriqueçam tais experiências. Isso inclui laboratórios de informática com computadores actualizados e softwares que auxiliem na aprendizagem, além de laboratórios de ciências bem equipados.

O que nos faz crer que uma escola pode ser moderna ou tradicional, ela precisa ser dotada em primeiro lugar de princípios, mas esses princípios devem ser adequados as escolas. Vejamos, se a escola for e pode ser tradicional e os meios serem modernos, e se ela for tradicional com meios modernos poderá ela atingir os resultados esperados para a sociedade em que se encontra o homem que ela forma.

Mas porem, se a escola for moderno e manter métodos ortodoxo ligados a praticas tradicionais antigas, o resultado poderão ser devastadores para o homem que ela tenta formar, porque isso? Porque o homem em processo formativo, é de uma sociedade moderna, entretanto isso entra em conflito com o que são as implicações e indagações que eles traz no seu dia-dia.

Os livros são extremamente significativos para o desenvolvimento das crianças. É fundamental que a escola incentive a leitura, tendo uma quantidade suficiente de obras, com diversos tipos e géneros de texto. Além disso, muitas escolas têm bibliotecas que, através de projectos específicos, incentivam a leitura e a pesquisa.

A pratica dos exercícios a pesquisa realizada para a obtenção dos resultados mostrados aqui nos leva a afirmar que, os metodos de ensino hoje são mudados por dinâmicas de épocas.

Crianças e jovens são bombardeados por imagens e sons a todo momento. Esses estímulos podem e devem ser aproveitados no processo de ensino-aprendizagem! Cabe à escola particular garantir que haja um ambiente adaptado para a exibição dessas mídias digitais.

 

Alguns aparelhos que podem estar presentes nesses espaços são:

Caixas de som amplificadas;

Microfone;

Televisor;

Projetor multimídia;

Certamente, a escola particular tem a missão de oferecer uma educação de qualidade, servindo de modelo para as demais. Ela deve buscar auxilio no desenvolvimento integral das crianças, formando cidadãos responsáveis.

Há mais algum elemento que você considere indispensável em uma escola particular? Tem outras dúvidas sobre o assunto? Deixe seu comentário e participe da                                  Aconversa


 

1.3 Tipo de Aprendizagem

 

Da Antiguidade até o início do século XIX, predomina na prática-escolar uma aprendizagem de tipo passivo e receptivo. Aprender era quase exclusivamente memorizar. Neste tipo de aprendizagem, a compreensão desempenhava um papel muito reduzido.

Esta forma de ensino baseava-se na concepção de que o ser humano era semelhante a um pedaço de cera ou argila úmida que podia ser modelado à vontade. Na antiga Grécia Aristóteles já professava essa teoria, que foi retomada frequentemente, ao longo dos séculos, reaparecendo sob novas formas e imagens. A idéia difundida no século XVII, por exemplo, de que o pensamento humano era como se fosse uma tabua lisa, um papel em branco sem nada escrito, onde tudo podia ser impresso, é apenas uma variação da antiga teoria.

Ensinava-se a ler e a escrever da mesma forma que se ensina um oficio manual ou tocar um instrumento musical. Por meio da repetição de exercícios graduados, ou seja, cada vez mais difíceis, o discípulo passava a executar certos actos complexos, que aos poucos iam se tornando hábitos. O estudo dos textos literários, da gramática, da História, da Geografia, dos teoremas e das ciências físicas e biológicas caracterizou-se, durante séculos, pela recitação de cor.

Os conhecimentos a serem adquiridos eram, até certo ponto, reduzidos. E para que os alunos pudessem repetí-los correta e adequadamente, o professor utilizava o procedimento de perguntas e respostas, tanto em sua forma oral como escrita. Este era o chamado método catequético, cuja origem remota, pelo menos cultura ocidental, aos antigos gregos. A palavra catecismo provém do termo grego katechein, que significa "fazer eco". Este método era usado por todas as disciplinas e consistia na apresentação, pelo professor, de perguntas acompanhadas de suas respostas já prontas.

O importante nessa forma de aprendizagem era que o aluno reproduzisse literalmente as palavras e frases decoradas. A compreensão do que se falava ou se escrevia ficava relegada a um segundo plano. Em conseqüência, o aluno repetia as respostas mecanicamente, e não de forma inteligente, pois ele não participava de sua elaboração e, em geral, não refletia sobre o assunto estudado.



 

1.4 Processos continuos dos metodos de ensino

Embora esse ensino de caráter verbal, baseado na repetição de fórmulas já prontas, tenha predominado na prática escolar por muito tempo, vários foram os filósofos e educadores que exortaram os mestres, ao longo dos séculos, a dar mais ênfase à compreensão do que a memorização. Com isso pretendiam tornar o ensino mais estimulante e adaptado aos interesses dos alunos e às suas reais condições de aprendizagem. Surgiram, assim, algumas teorias que tentavam explicar como o ser humano é capaz de apreender e assimilar o mundo que o circunda. Com base nessas teorias do conhecimento, alguns princípios didáticos foram formulados.

Alguns filósofos e educadores que refletiram sobre o conhecimento e elaboraram teorias sobre o ato de conhecer, que repercutiram no âmbito da pedagogia. São eles:

Sócrates (século V a.C.) Para Sócrates a função do mestre, , é apenas ajudar o discípulo a descobrir, por si mesmo, a verdade.

Sócrates afirmava que os mestres devem ter paciência com os erros e as dúvidas de seus alunos, pois é a consciência do erro que os leva a progredir na aprendizagem.

João Amos Comenius (1592 – 1670) Segundo Comenius, dentre as obras criadas por Deus, o ser humano é a mais perfeita. Dada sua formação cristã, Comenius acreditava que o fim último do homem é a felicidade eterna. Assim, o objetivo da educação é ajudar o homem atingir essa finalidade transcendente e cósmica, desenvolvendo o domínio de si mesmo através do conhecimento de si próprio e de todas as coisas. Segundo ele,
Ao ensinar um assunto o professor deve:

·             Apresentar o objecto ou idéia diretamente, fazendo demonstração, pois o aluno aprende através dos sentidos, principalmente vendo e tocando.

·             Mostrar a utilidade específica do conhecimento transmitido e a sua aplicação na vida diária.

·             Fazer referência à natureza e origem dos fenômenos estudados, isto é, às suas causas.

·             Explicar primeiramente os princípios gerais e só depois os detalhes.

        Passar para o assunto ou tópico seguinte do conteúdo apenas quando o aluno tiver compreendido o anterior.

Como se pode ver, esses pressupostos da prática docente já era proclamados por Comenius em pleno século XVII.



 

Cociderações finais

Das amostras realizadas, percebemos que o ensino em angola precisa de avanços, e reformas com alguma urgencia, por diversas rasoes descubertas na nossa pesquisas, e as reformas deveram não somente ficar pelo sistema de ensino, mas passar ou chegar tambem pela a escola; mas não é a escola apensa representada pelo que diz o conseito, mas sim pelo contexto, o expaço fisico, as paredes, a arquitetura.

Olhamos por esse ponto porque pela pesquisa realizada percebemos que das 12 amostras levantadas so 1,08 % preferem ser avaliados pelos metodos modernos, o que procuramos espelhar com a nossa pesquisa sobre metodos, é o uso da tecnologia, então ficou claro que so esses dominam a tecnologia e tem acesso a ela, quer em casa quer na escola.

Apasso que 0,36% preferem ser avaliados pelos metodos de ensino antigo, porque muitos deles nem conhecem os metodos maiis modernos ou mais avançados de ensino, e tudo por não terem dominio tecnologico, e nem acesso a elas, quer em casa como na escola.

Por essa rasão afirmamos que o sistema de ensino e aprenbdizagem bem como a escola precisam de sofrer reformas, que as conduzem a alcançar a chamada modernidade e poder andr de acordo com o evoluir da sociedade que forma.


Bibliografia

Andre ofenhejm & Flavio carvalho, Tecnologia na Gestão de pessos, editora: Thomson Learning 2004.

Dicionário da língua portuguesa 6ªedição

http://blog.aquarelaparques.com.br/conheca-6-elementos-indispensaveis-em-uma-escola-particular/

Ngangula Miguel, A formação de professor para o ensino superior, editora: fabiana edições2015

Ngangula Miguel, A função social da escola e suas pratcas pedagogicas, editora: fabiana edições2016.

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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Mayembe a transcendencia

A característica principal a reter das obras esculpidas que nos apresenta o incomparável Mestre, em madeira ou modelando a argila, uma leve pátina de pintura a óleo ou esmalte, ou não, João Domingos Mayembe fixa o seu estilo, reafirmando a sublimidade da espécie humana, no cumprimento da sua mais acabada elegância, a da femina, na sua afeição mais terna, a do casal, e na sua proteção mais reconfortante, a da maternidade.
O intérprete define, também, na sua singular montagem em espiral, a potência de masculus, nos seus atos vigorosos e no seu olhar cerrado.
Essa graciosidade, as mãos prodigiosas do pós-artesão do Triângulo "solongo" traduz-se na pingente e sedutora torção, e nos inevitáveis adornos, pingentes de ouro , conchas duplas. A cabeleira, elemento essencial, é feita com delicadeza e galanteria.
O conjunto é constituído de obras de arte saídas de uma técnica ousada e duma liberdade de dimensões sem precedentes na escultura angolana contemporânea. Este talento original irá influenciar, sem dúvida, amplamente e de forma sustentável a técnica escultórica do país.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Arte Angolana Contemporânea (2006-2016), é possível falar em revolução artística?

O ritmo com que a arte, a literatura e, em geral, a cultura angolana se transfiguraram na primeira década de paz em Angola poderá abrandar devido à atual crise económica, política e social, mas o certo é que percebemos que, apesar dos constrangimentos, há uma revolução cultural em curso, cujas características, dimensão e profundidade precisam ainda de ser avaliadas.
À falta de um investimento económico e financeiro do Estado na Cultura, num contexto artístico e cultural cada vez mais segmentado e plural, os criadores, coletivos e instituições artísticas privadas – e até mesmo as estatais – têm utilizado diversas estratégias de estímulo à criação, de gestão coparticipada e de financiamento com recurso a patrocínios.
Embora diferente da dos primórdios da Independência Nacional, esta revolução artística e cultural acontece em simultâneo com o fortalecimento da globalização e tem provocado várias consequências. São exemplo disso a possibilidade de distinguir melhor as formas tradicionais e os produtos atrelados às expressões retrógradas do folclore e dos tradicionalismos das representações modernas e contemporâneas, uma tímida despolitização dos processos criativos e a emersão de um processo de internacionalização sem excessivo controlo e dirigismo.
Obra de Januário Jano (cortesia do artista)É neste contexto que não nos surpreende que o Relatório Elcano de Presença Global (2016), apresentado no início do passado mês de maio, coloque Angola no 54.º lugar de um ranking de 90 países, com um índice de 29,7%, tendo uma presença económica de 68%, uma presença militar de 0,7% e uma presença «branda» de 3,6%.
Neste estudo, a presença branda refere-se ao Soft Power, uma alusão ao célebre ensaio de Joseph S. Nye intitulado Soft Power: Os meios para o sucesso na política mundial, e mede o impacto do turismo, desporto, informação, tecnologia, produção e publicações científicas, níveis e qualidade da educação e do ensino, cooperação para o desenvolvimento e cultura na conformação do poder dos Estados.
Concretamente, a contribuição cultural para o Soft Power de um país e o impacto que tem no mundo é medida através dos dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) relativamente às exportações dos serviços audiovisuais (produções cinematográficas, programas de rádio e de televisão e gravações musicais).
Na apresentação do Relatório Elcano de Presença Global, os investigadores do Real Instituto Elcano, um think tank espanhol, reconheceram as dificuldades em calcular o Soft Power num mundo que, por um lado, se torna mais complicado, pela importância da componente económica e militar, aferir o poder e a importância internacional de cada país e, por outro, e apesar do abrandamento da globalização que dizem estar a verificar-se, tem-se constatado como as redes sociais, as indústrias criativas e a cultura digital vão adquirindo um dinamismo e uma abrangência cada vez maior.
'Making Africa- um continente de desenho contemporâneo', comissariada por Okwui Enwezor para o Museu Guggenheim de BilbaoOs anos entre 2006 e 2016 coincidem com o advento e a consolidação da paz, os anos de prosperidade macroeconómica em Angola, o desenvolvimento de novas tecnologias e a expansão da globalização no mundo, fatores que possibilitaram, por exemplo, fazer emissões internacionais da TPA e da TV Zimbo, e um aproveitamento significativo de canais como Youtube e Vimeo por parte dos criadores das diferentes manifestações da arte. Refira-se também uma inesperada massificação das danças e dos estilos musicais Kuduro e Kizomba, que, de facto, têm propiciado uma maior internacionalização deste segmento da cultura angolana e um grau de exposição e presença global nunca antes visto.
Não surpreende, pois, só para citar alguns exemplos, que depois de A cidade vazia de Maria João Nganga e O Herói de Zézé Gamboa – filmes que, na década passada, deram muito que falar –, agora parece ser o momento de Pocas Pascoal e do seu projeto Menina (Girlie), que acaba de ser selecionado pela Fabrique des Cinémas du Monde, em Cannes 2016.
Por outro lado, temos também estado atentos ao trabalho desenvolvido pela Companhia de Dança Contemporânea e, em especial, pela coreógrafa Ana Clara Guerra Marques que tem realizado espetáculos em Portugal, Espanha ou Brasil, em circuitos mais ou menos profissionais que, como sabemos, são os que realmente decidem sobre a qualidade, a importância ou, dizendo à maneira francesa, a excecionalidade dos produtos artísticos e culturais.
Segmentos polifónicos
Mesmo que quiséssemos, seria muito difícil colocar a arte angolana contemporânea dentro de um só balaio e levá-la, assim, ao mercado de arte e ideias: as múltiplas tendências, as especificidades das diferentes manifestações artísticas, a originalidade de mais de uma dúzia de projetos estéticos, as peculiaridades do colecionismo público e privado, a complexidade das dinâmicas institucionais e as suas carências, a mobilidade e o espírito camaleónico dos criadores talvez façam dela e, em especial, das artes visuais e plásticas o segmento mais revolucionário, polifónico e transgressor da cultura angolana atual.
Quem teve a oportunidade de ver a obra «Pão nosso de cada dia» na exposição «Eu não sou Santo» de Yonamine Miguel, na Galeria Cristina Guerra, em Lisboa, composta por centenas de torradas com a silhueta do Presidente angolano José Eduardo dos Santos, num misto de ironia, ousadia, sarcasmo e celebração terá compreendido que, apesar de estar a acontecer em espaços artísticos e à margem dos condicionalismos do politicamente correto, estamos em presença da transformação sociopolítica, artística e simbólico-cultural mais complexa e abrangente que se verifica em Angola depois da Independência Nacional a 11 de Novembro de 1975.
'Pão nosso de cada dia' de Yonamine Miguel (cortesia do artista/Galeria Cristina Guerra)
Ao brincar com uma evidência histórica e colocando a figura que, ipso facto, também é a celebrada como um equivalente da hóstia, o pão da liturgia cristã, o artista utiliza com sarcasmo a galeria como espaço de consagração simbólica e lugar que permite ser irreverente com a ilimitada liberdade que só a arte como forma da consciência histórica e social é capaz proporcionar. Mas não fica apenas por aí: o título remete a obra para uma tradição simbólica e expressiva que tem Jesus Cristo como figura central e cujo paradigma moral se não está nas antípodas, pelo menos não tem absolutamente nada a ver com o retratado. A forma da obra faz eco da tradição visual e plástica do azulejo, só que ao invés de ser com ou sobre cerâmica é sobre farinha de trigo.
Na obra «O Pão nosso de cada dia» de Yonamine, a repetição da silhueta/retrato passa a funcionar como um ícone que extravasa os limites máximos de valor até então atribuídos ao homenageado. O cargo que ostenta fixa o retratado no máximo escalão da liturgia política: como o pão, o culto da personalidade passa a ser parte do ritual do dia a dia. Com uma beleza que, tanto pela sua reiteração como pela sua substância, pode resultar indigesta, a silhueta/retrato faz parte de um produto artístico potencialmente transcendental, misto de herói pop com divindade da história política mais recente de Angola.
Aproveito para assinalar que é possível estabelecer um certo paralelismo entre a obra «O Pão nosso de cada dia» de Yonanime e a série de trabalhos que Francisco Vidal faz tendo as catanas como suporte: aproveitando-se deste elemento conotado com o início história da luta de libertação nacional, o artista recria novas dimensões da beleza, transfere este elemento que até faz parte da bandeira de Angola para uma certa ideia do sublime.
A catana, que contribuiu para fazer o corte radical e categórico entre o colonizado e o colonialista, regressa ao imaginário coletivo para se unir às flores de Abril de 1974 e, a partir daí, tentar construir numa operação pendular de fraternidade que, a priori, deveria ser só entre Portugal e Angola, mas que o imaginário do artista transforma numa frase pictórica que grita ao mundo.
Ambos adoram a fragmentação da superfície criativa, mas ali onde Yonamine põe trigo, Vidal coloca ferro. Ali onde Vidal utiliza flores, Yonamine apropria-se da iconografia social e política. Ali onde Yonamine se socorre da reprodutibilidade técnica, Vidal faz culto à aura própria da obra única.
Nástio Mosquito e Vic Pereiró
Antes de tratarmos as questões mais gerais interessa-me comentar a última exposição de um dos mais significativos artistas plásticos angolanos das últimas décadas. «Metanoeo» é o enigmático título da exposição do artista multimédia e performer Nástio Mosquito (Huambo, 1981), em colaboração com Vic Pereiró, inaugurada no Espaço de Arte Contemporânea de Castellón (EACC), na região espanhola de Valência, e que esteve patente ao público até ao dia 15 de maio passado.
O cartaz a anunciar «Metanoeo» convidava-nos a entrar imediatamente e a descobrirmos que o lugar é sui generis: um espaço retangular de uns quinhentos metros quadrados, com um enorme pé-direito, permitindo que no centro, como se fosse uma ilha, haja um mezzanine ao qual podemos aceder por escadas. E o projeto apresentado é impactante: sete obras, em diferentes formatos e suportes, algumas feitas individualmente e outras no âmbito do Coletivo Nastivicious, em colaboração com Vic Pereiró.
Totalmente às escuras, dentro do EACC vimo-nos imersos num ambiente onde a voz ocupava espaço, com gigantescas projeções de imagens sobre as paredes e também sobre um globo aceso como em «So much Trouble» (2016), em que as imagens discorrem como se fossem a retina do mundo.
Imagem da exposição 'Metanoeo' de Nástio Mosquito (fotografia de Rosa Cubillo), 'So much trouble' (cortesia do artista/Espai de Arte Contemporânea de Castellón de la Plana), Imagem da exposição 'Metanoeo' de Nástio Mosquito (cortesia do artista/Espai de Arte Contemporânea de Castellón de la Plana).
Não duvidamos que nesta primeira exposição individual de Nástio Mosquito em Espanha o artista nos presenteou com instalações que resultam do seu perfil multifacetado e atípico (youtuber, performer, poeta, cantor e fotógrafo), que fazem dele, repito, um dos mais destacados artistas da sua geração.
Entre as sete obras expostas, interessa-me destacar «Demo da Cracia» (2013): um sketch de quase dez minutos, em que Nástio Mosquito faz uma performance na qual simula, alternando, estar ébrio, estar sozinho ou sentir saudades para, fundamentalmente, desconstruir a relação entre realidade e ficção, a relação entre identidade íntima e identidade coletiva, a relação entre os estereótipos de masculinidade e os de exotismo, a relação entre ser ou não ser angolano e, também, a relação entre ebriedade e lucidez.
Entretanto, Nástio Mosquito e Vic Pereiró conheceram a raiz do projeto Africalls (2008) comissariado por Elvira Ndyangani Ose e desde então têm trabalhado estreitamente. Visitando a página www.vicpereiro.com pode-se ter uma ideia mais completa sobre este artista multimédia com uma formação específica no domínio da imagem, o que lhe permite não só assegurar a parte técnica da obra de Nástio Mosquito, como, aproveitando a cumplicidade que têm desde há seis anos, desenvolverem um trabalho conjunto, bem ao estilo da ideia pós-moderna da descentralização do sujeito criador.
Com efeito e em rigor devemos assinalar que «So much trouble» (2016), a obra que recebia os espectadores logo na sala principal, à entrada do Espaço de Arte Contemporânea de Castellón, e à qual nos referimos como globo iluminado sobre o qual as imagens discorrem como se fosse a retina do mundo, foi concebida para este espaço e é a mais recente obra do Coletivo Nastivicious.
De uma maneira divertida, irónica e séria, a exposição «Metanoeo» foi também a escenificação do caos, da diversão e da esperança vista tal como nos acostumámos a ver através da televisão e da internet, lugares onde desfilam as realidades mais cruas e as mais belas, a sina do mundo aqui e agora.

Tendências da atualidade
Há diversas questões que nos interessa colocar na abordagem deste tema: quais são as múltiplas tendências da arte angolana contemporânea atual?; quem são os artistas plásticos mais originais e representativos e quais os circuitos a que pertencem?; qual a importância e as implicações sociopolíticas e artístico-culturais da existência e das práticas curatoriais da Fundação Sindika Dokolo?; quais são as principais carências do sistema institucional das Artes Visuais e Plásticas em Angola?; quais são os tipos de colecionismo público e privado que estão a ser praticados?; quais são e quem são os que, neste momento, estão a produzir um discurso crítico sobre a arte angolana contemporânea e desde onde é que falam?; o que poderíamos fazer ainda pela internacionalização da arte angolana contemporânea?
Devo sublinhar que, entre finais de 1999 e princípios de 2000, no ensaio intitulado «O regresso do Pan-africanismo», incluído no livro de ensaios Made in Angola: Arte contemporânea, artistas e debates (L’Harmattan. Paris, 2006), defini cinco das principais tendências da sensibilidade e da razão africana contemporânea, a saber: Tendência pela sublimação da guerra e dos mortos; Tendência pela fabulação da História, dos Mitos e dos Cosmos; Tendência pelo retrato (do indivíduo, da sociedade, dos costumes ou da natureza); Tendência pela representação de totalidades espaciais e temporais como reformulação de noções ancestrais e/ou da livre imaginação; Tendência pelo uso de tecnologias de ponta: o ciberespaço.
Apesar das mudanças de atores, das peculiaridades dos projetos artísticos e tanto das características das obras como dos meios de expressão artística (pintura, escultura, instalação, fotografia e ou vídeo, entre outros), creio que estas continuam a ser as principais tendências. Poderíamos, por exemplo, dizer que a obra de Yonamine Miguel se inscreve na tendência pelo retrato (do individuo, da sociedade, dos costumes ou da natureza) e a obra de Nástio Mosquito situar-se-ia na tendência pela representação de totalidades espaciais e temporais fruto da sua livre e atípica imaginação.
Porém, há dois artistas plásticos sobre os quais me interessa aqui tecer alguns comentários, nomeadamente, Nzuji de Magalhães e Franck Lundangi.
Obras de Nzuji de Magalhaes (cortesia do artista).
Ambos de origem bakongo: Nzuji formou-se na Califórnia e Luandangi é um autodidata que vai-se projetando nos circuitos de pintura e tradição naïf, com um público cativo em França desde a época do Aduaneiro Russeau. Estes dois pertenceriam à tendência pela efabulação da história, dos mitos e do cosmos e têm um estilo e uma maneira muito próprios, sempre delicados e surpreendentes, para abordar figuras e temas que evocam tradições ancestrais.
Nzuji acaba de decorar uma Estação de Metro e Lundangi, que agora está a ser representado nos Estados Unidos pela Galeria Cavin Morris, tem obtido uma projeção internacional cada vez maior.
Assumindo que são apenas as minhas escolhas e, por isso, valem o que valem, creio que, atualmente, os artistas angolanos mais interessantes – e nem sempre unicamente devido à sua obra artística – são António Ole, Van, Kiluanji Kia Henda, Francisco Vidal, Yonamine, Nástio Mosquito, Januário Jano, Edson Chagas, Binelde Hyrcam, António Gonga, Paulo Kussy e Franck Lundangi. https://youtu.be/FEDVfpVZj7Y

A meu ver, de modo geral, as paredes são o fio condutor mais consistente e renovador da arte angolana contemporânea: a sequência artística e histórica começaria, então, da pintura mural Cokwé, ao mural de Albano Neves e Sousa que está no Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, os murais de parede da propaganda revolucionária, e daí às paredes que António Ole foi fazendo a partir da sua exposição «Margem da Zona Limite», passando pela parede de pau a pique de Van, as paredes de papel ou de catanas de Francisco Vidal, a parede de torradas de Yonamine até à parede/contorno/limites ausentes do video Cambeck de Binelde Hyrcam.
Pinturas de Francisco Vidal sobre catanas.
Entretanto, as práticas curatoriais e os procedimentos de internacionalização da Fundação Sindika Dokolo – apesar de estar a contribuir para dar maior visibilidade a diferentes criadores, pela sua proximidade ao poder político, e até mesmo apesar de ser extremamente importante no que à dinamização da arte e da cultura angolana se refere e a alguns segmentos da arte africana contemporânea – colocam os artistas que integram a coleção num estado de permanente (e injusta) suspeição.
Por outro lado, apesar da Fundação Sindika Dokolo parecer estar a ir numa boa direção, ainda está por ver quais os efeitos reais e as consequências para as práticas e a criação artística local. Ao gerir o Palácio de Ferro como o tem feito, tendo-o transformado no maior centro cultural angolano, algo que, admitamos, vem preencher um espaço de consumo de arte e de lazer há muito negligenciado, mas, também, por exemplo, evitando entregar ao Museu Nacional de Antropologia as peças antigas recuperadas, na verdade, em ambos casos, atua, em parte, como se substituísse certas instituições do Ministério da Cultura, uma postura hegemónica que interessa acompanhar.
Mesmo que não o aprofundemos aqui, não podemos deixar de sublinhar que, sem dúvida, a formação artística, as fragilidades do colecionismo de arte público e privado, a falta de revistas especializadas de arte e, por conseguinte, de uma crítica de arte ajustada às especificidades do panorama da arte angolana contemporânea são as principais carências do sistema institucional das artes visuais e plásticas em Angola.
Obra de Kiluanji Kia Henda (cortesia do artista galeria Filomena Soares)
Por uma internacionalização da arte angolana
Para terminar, interessa-me responder às duas últimas perguntas que coloquei anteriormente: quais são e quem são os que, neste momento, estão a produzir um discurso crítico sobre a arte angolana contemporânea e a partir de onde o fazem?; e o que poderíamos ainda fazer pela internacionalização da arte angolana contemporânea?
Apesar do trabalho de José Redinha, Victor Manuel Teixeira (Viteix), Sony Kambol Cipriano, João Cruz, Jorge Gumbe e, mais recentemente, Suzana Sousa e Paula Nascimento, a história e a crítica de arte e da cultura não são disciplinas que conseguiram ocupar, em Angola, o espaço social e académico que lhes é devido.









Assim, face ao aumento exponencial de artistas e criadores das várias manifestações das artes e, em particular, das artes visuais e plásticas, são instituições e especialistas estrangeiros, de várias origens (portugueses, brasileiros, guineenses, alemães, nigerianos, marfinenses, franceses e norte-americanos) os que se têm encarregado de analisar tanto as obras como as suas trajetórias artísticas e produzir um discurso crítico para a audiência internacional. Iniciativa que, desde já, é de agradecer, mas também exige analisar com muito cuidado, uma vez que são produzidos fora dos espaços culturais de origem para serem legitimados nos mesmos âmbitos em que são produzidos ou, assim os veremos, de fora para dentro, uma vez que as escolas de arte e os investigadores angolanos não podem nem devem ignorá-los.

O esbatimento das fronteiras entre, como diria Ruy Duarte de Carvalho, o olhar do observado e o olhar do observador não é razão suficiente para anular a vigilância, uma vez que é sobre a construção da identidade, do imaginário coletivo e da história que se trata. A lista é enorme: Claude Laurent, Gavin Younge, Ulf Vierke, José António Fernandes Dias, Ana Balona de Oliveira, Elvira Diangani Ose, Christine Eyene, Delinda Collier e Nadine Siegert são alguns dos nomes mais destacados.
Noutra ordem de ideias, repito, mas o que é que ainda podemos fazer a favor da internacionalização da arte angolana contemporânea? Promover/estimular a formação e capacitação em escolas de arte, a criação de revistas especializadas de arte e, na hora da promoção dos artistas, tentar dar primazia aos circuitos profissionais, alternativos e/ou comerciais de arte.
E aí, então, teremos sim uma revolução artística e cultural mais sólida e com maior impacto nos circuitos da arte nacional e internacional.
por Adriano Mixinge

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Instituto Superior de Artes já tem Estatuto Orgânico

A análise favorável, que aconteceu durante da 8ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, vai permitir formalizar o vínculo laboral dos funcionários e dos diferentes órgãos da instituição.
Segundo o ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, que falava à imprensa no final da sessão, a aprovação do Estatuto Orgânico do ISART vai conferir normalidade a gestão orçamental da instituição.
Disse ter sido igualmente aprovado os estatutos orgânicos dos institutos superiores de Tecnologia de Informação e Comunicação, de Ciências de Informação, bem como de Educação Física e Desportos.
Afirmou que a lógica da rede de instituições do ensino superior permite criar unidades autónomas fora dessas, o que permitirá leccionar cursos correspondentes, mas integrados noutras universidades ou institutos superiores politécnicos.
A título de exemplo, apontou o caso do Instituto Superior de Educação Física, sedeado em Luanda, e que “nas outras universidades e, eventualmente, nos institutos superiores politécnicos deverão acolher cursos correspondentes nesse domínio do saber”.
Sublinhou que a lógica é a mesma para a Ciência da Comunicação e as Artes.



























Outra vez a coisa da papa na língua

Outra vez a coisa da papa na língua, Osvaldo ferreira ainda na mesma senda orienta e aconselha artistas a terem cuidado na hora da produção pictórica de suas obras, diz ele que não se pode já mais aceitar o que se tem aceitado nas exposições, as galerias e galeristas deviam pensar melhor antes de concordar em o artista expor

Osvaldo Ferreira propõe uma reflexão


Osvaldo Ferreira propõe uma reflexão do impacto que a utilização das redes sociais tem tido nas relações interpessoais, muitas vezes com fins criminais.

Embora seja a primeira exposição individual, o pintor já participou em várias mostras colectivas, realizadas em Luanda, e está apostado em seguir uma carreira artística com intuito de registar e criticar fenómenos sociais, ambientais e culturais, que ocorrem na sociedade angolana, africana e no mundo.

Natural de Luanda, Osvaldo Ferreira pertence à mais jovem geração de artistas plásticos angolanos e demonstra, desde muito novo, um forte interesse pelo desenho e pintura, tendo começado, aos 12 anos, a elaborar os primeiros traços, fruto da paixão que nutre pelas cores e figuras geométricas.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

TÃO BURROS DESDE QUANDO???

#Desde quando ficamos tao burros?


Nos transformando nessa geração do terraço, do playstatyon.
Temos um pais desenfreado e uma sociedade que acha que sem o zé, escorregamos na ravina,
Temos os 15+1 perseguidos pelo ativismo e uma terceira guerra mundial despoletando entre o ocidente e o judaísmo…. E nós continuamos essa geração apoiante do narcisismo, em que somos chamados a contribuir com o saber universitário, mais acabamos, formatados por esse mesmo sistema de ensino universitário que nos entorpece a mente.
 Penso que essa politização que entra em nossas casas pelas Mídias convencionais e ocupam o lugar de nossos mais velhos no sofá, nas rodas noturnas das fogueiras, e em todos os outros espaços para passagem de testemunho, quanta alienação provocada pela televisão, tem vindo a roubar nosso saber endógeno que precisa amplamente evoluir para exógeno.
Desde quando ficamos tao burros então?
Penso eu que a informação e a formação que se dá as pessoas são muito frágeis, fruto de toda uma politização, forte que mata as possibilidades de expansão do conhecimento em prol do entorpecimento, em angola há fenómenos culturais que passam tangente e não tenhem o foco devido, viramo-nos muito para a fugacidade, já nos convertemos na geração facebook, e ninguém quer ser serio nisso, nem mesmo no facebook queremos mais ser sérios, defendemos todos as nossas cores com unhas e dentes, matando todos a sua volta por causa de valores monetários sem valores vitais que projectão o homem emancipado para um ser bem ais transcendental que nós já mais eremos ser algum dia, enquanto não nos libertarmos desse grilhões que impede o sonho humano de ser livre.
 Precisamos abrir a gaiola dos sentimentos e deixa-los viajar para bem dentro da profundeza humana, então entre as cores individuais que se defendem até ao limite existe a cor do comunismo estadual, ou seja as cores do pais, que espelhão globalmente quem somos, tudo o que somos, pois precisamos nos libertar da geração da utopia de #pepetela e passar a ser mais ousado, para que não venham a ser a geração do terraço de
#Gilberto Dune capitango ou a geração do playstation de #adilson dos santos.
A juventude que ousa emergir agora dessa cortina de fumaça que nos tem entorpecido com as centralidades e maratonas, precisa embrionariamente ser encaminhada para um caminho de emancipação, com anciões lucido o suficiente de os encaminhar na proa desse caminhar constante, esta na hora de alguém assumir a culpa pelo estado com que esta o pais, pois só vai isso mudar quando alguém começar a assumir culpas, a culporocracia com que essa escola se afirma se culpabiliza quando todos se deixam estar na sombra do concordismo…
Volto outra vez para essa coisa da passagem de testemunho que não precisa necenariamente ser feita de maneira escolástica, pois vemos que os filhos espirituais de #marley ou de #picaços nos dias de hoje são muitos, mas pergunto-me agora como foi feito essa passagem de testemunho se são tempos diferente?
É porque aprenderam indiretamente com o trabalho de algum artista e levaram para um estudo profundo, é uma busca que tem de se fazer para entenderes o que estas a fazer ou praticar, mas isso só é possível com o rigor e resgate do valor dos mais velhos como mestres de oratórias instruindo-nos para esse lugar sagrado do sol nascente e agua fresca para o conhecimento que nutri o cérebro.

A diabolização que se faz hoje pelas coisas banais do materialismo é inaceitável, pois entende-se desde então que o materialismo é o enfermo da mente, quebremos o medo de não falar mal do governo, mas falar mal da governação, pois quando esse medo se decepar o sol vai voltar a brilhar, e não estaremos mais entre o martelo e a bigorna com medo de entrar na régua de 24, mas nos libertaremos do ser solido enquanto homem, para um ser liquido enquanto artista que se adapta no recipiente que entra, mas não para estagnar, e sim para procurar fissuras e verter para mostrar fraquezas do lugarejo.